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Plenária Nacional da CUT: debates sobre paridade, renovação sindical e combate ao racismo

Enquanto acontece em Guarulhos (SP) a 14ª Plenária Nacional da CUT, cujo tem é Organizar, Lutar e Avançar nas Conquistas, os coletivos que compõem a estrutura da Central Única dos Trabalhadores (CUT) têm se reunido para afinar as estratégias de luta em defesa dos pontos que consideram fundamentais.

Neste evento, em que cerca de 43% dos participantes são do sexo feminino, a secretária nacional de Mulheres da CUT Rosane Silva salienta que o objetivo principal das delegadas é potencializar a luta por paridade, aprovada no 11º Congresso da Central, em 2012. “O momento é de articular e mostrar ao conjunto de dirigentes que as mulheres têm protagonismo, acúmulo político e programático, e estão preparadas para ocupar os espaços de poder”, afirmou.

É o que também acredita a coordenadora-geral da Escola Centro-Oeste de Formação Sindical da CUT Apolônio de Carvalho (ECO/CUT), Sueli Veiga Melo. Além dela, a ECO/CUT tem outros representantes na plenária, como os educadores Jodat Fernandes Jawabri e Cezinha Azevedo.

Calendário de lutas 

Nesta Plenária também tem se destacado a importância de avançar sobre o racismo institucionalizado no País, embora tenhamos tido avanços, a partir de 2003, como a criação das políticas de cotas. Para a secretária de Promoção da Igualdade Racial da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços (Contracs) e representante das domésticas em Campinas (SP), Regina Teodoro, o mundo sindical é reflexo da sociedade. “A essência da sociedade, com seus preconceitos, suas dificuldades e sua força, está, claro, também no movimento sindical”. A Contracs também elabora em 2014 um diagnóstico das ações efetivas de combate ao racismo praticadas por suas filiadas.

Também está se discutindo a dificuldade em renovar as direções das entidades sindicais e, consequentemente, de atrair o jovem para o movimento sindical. Esta foi a conjuntura exposta pelos dirigentes que participaram da Plenária Nacional da Juventude CUTista.

A CUT considera como parte da juventude trabalhadora todos aqueles e aquelas com idade até 35 anos. Por este recorte, a juventude representa 11% do total de dirigentes da Central, segundo informações de 2014. Considerando a Executiva Nacional, a participação recua ainda mais, para apenas 8%. Sobre os dirigentes das CUTs Estaduais, os jovens representam 11,2%.

Alfredo Santos Jr., secretário nacional de Juventude da CUT, ressalta que são poucas as negociações coletivas que possuem cláusulas relacionadas à juventude e, mesmo assim, não apresentam nada distinto da legislação vigente. A partir deste cenário, a Secretaria Nacional de Juventude da CUT propõe cláusulas para a negociação coletiva no tema de juventude, como a aplicação da Convenção 140 da Organização Internacional do Trabalho - OIT (licença remunerada para estudos) e a determinação de pagamento de salário igual para trabalho igual, independente da idade.